NO FIM DO SONHO

É a estrada mais estranhaCom um beco sem fimLá se sente um cheiro forte de nadaEnquanto os carros de mão levam mistério Nesse lugar não se usa lógicaO pensamento demoraAs pernas parecem já não ter mais função, só o voarNaquele chão seco Se perde os sentidos a cada passo dadoUma nuanceE eu acordo. Mathenovê, 2021.

PEREGRINO

Só dei por vista aquela distância Quando sentia falta do redemoinho de homenagens Queria tanto ver o assoreamento das menções Que acabei imerso de apagamentos. Não fugi dos mapas, somente escalei todos de angústiasUm login e dois desesperos Passaportes sujos de nebulosas a solta pelo arPeregrinação tardia! Mathenovê, 2021.